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O que fazer com os resíduos de tintas: uma preocupação de quem produz, vende e usa

Por Dilson Ferreira*

Os cuidados com a destinação dos resíduos das tintas e suas embalagens devem ser uma preocupação de todos os envolvidos na sua produção, comercialização e aplicação. Isso é importante não só por causa da existência de uma legislação que estabelece regras para isso, mas também em respeito ao meio ambiente.
Por causa disso, a ABRAFATI – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas vem trabalhando há bastante tempo na definição de procedimentos para a correta disposição dos resíduos de tintas e de critérios para a classificação desses resíduos. Nesse trabalho, contamos com a participação de consultores especializados e profissionais das indústrias de tintas, além de entidades de classe como o Sinduscon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, de órgãos governamentais ligados ao meio ambiente como a Cetesb e de instituições de ensino e pesquisa como o Senai.
A partir das discussões com os especialistas, foi preparada de uma cartilha contendo as nossas recomendações em relação a esse assunto. Essa cartilha mostra, por um lado, como evitar o desperdício na compra e na utilização das tintas e, por outro, como reciclar, reutilizar e evitar a contaminação do meio ambiente pelos resíduos de tintas e suas embalagens.
A cartilha vem sendo distribuída desde o primeiro semestre. Inicialmente, o foco foram os engenheiros e profissionais responsáveis por obras, em função das exigências impostas pelo Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente em relação aos resíduos da construção civil.
Para ter acesso ao texto completo da cartilha, basta acessar o site www.abrafati.com.br. Algumas das recomendações mais importantes contidas nela, úteis para lojistas e consumidores, são:
• Calcular corretamente e adquirir apenas o volume de tinta necessário para a obra
• Armazenar corretamente a tinta durante sua utilização
• Conservar adequadamente os instrumentos de pintura durante o trabalho
• Não guardar sobras de tintas, doando-as ou aproveitando-as imediatamente em outros locais
• Limpar instrumentos de pintura somente no final do trabalho
• Não lavar as latas e sim esgotar seu conteúdo, escorrer e raspar os resíduos com espátula
• Direcionar resíduos de tinta seca a uma ATT (área de transbordo e triagem) ou a pontos de coleta indicados pelo órgão municipal responsável pelo meio ambiente
• Encaminhar latas com filme seco para uma ATT ou para reciclagem
• Inutilizar as embalagens no momento do descarte, evitando seu uso para outras finalidades.
• Guardar sobras de solventes em recipientes bem fechados, para utilização na próxima obra
• Guardar solventes utilizados na limpeza dos instrumentos de pintura para a diluição de outras tintas similares ou enviá-los para empresa de recuperação ou de incineração
Com o esforço de fabricantes, revendedores, pintores e consumidores em geral, certamente será possível reduzir muito os resíduos gerados pela pintura. A conscientização de pintores e de consumidores depende, em grande parte, da participação dos revendedores, que são o elo de ligação entre os produtores de tintas e os usuários. Por isso, esperamos que todos possam levar as informações da cartilha, resumidas neste artigo, ao maior número possível de pessoas. A natureza e as futuras gerações agradecem.

*Dílson Ferreira é presidente-executivo da ABRAFATI – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas

Fonte: Reprodução na íntegra do artigo publicado na Revista Pintou na Artesp – Edição nº 14 – Página 12

Foto por: Daniel Ribeiro

 

 

 

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