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Em dia com a modernidade

Quem não treina suas equipes, atualizando seus profissionais quanto às últimas tecnologias de cada mercado, está puxando o freio de mão no desenvolvimento de sua empresa e comprometendo sua própria competitividade.
O tripé de uma oficina devidamente capacitada se baseia no uso de equipamentos modernos e eficientes, na aplicação constante de métodos adequados e em contar com uma equipe sempre atualizada, o que exige treinamento periódico e sistematizado. Esta fórmula não serve apenas para o trabalho das oficinas de funilaria e pintura e companhias seguradoras, mas para todo tipo de empreendimento.
Hoje em dia, as empresas brasileiras estão se tornando mais conscientes que de nada adianta investir milhares de reais em equipamentos sofisticados se a sua equipe não estiver habilitada para trabalhar com esses produtos de uma forma que dê produtividade às atividades. Por exemplo, na falta do treinamento adequado, um profissional de funilaria e pintura não estará apto a realizar as diferentes etapas de um reparo nos tempos corretos, o que, no fim do processo, provocará um atraso considerável para cada carro reparado. No fim do mês, o acúmulo de atrasos, porque o pintor não sabe como tirar o melhor aproveitamento de uma cabine de pintura moderna, faz com que a oficina perca um dinheiro que pode colocar em risco sua permanência no mercado.
Além disso, é comum que este profissional cometa erros que provoquem reclamação do cliente e o temido retrabalho, o que, além de prejudicar a produtividade, compromete a imagem da empresa.

De olho no que é novo, sempre

Em uma oficina, o profissional bem treinado e atualizado quanto ao uso de métodos e equipamentos modernos acelera a produção, contribui para que a empresa repare mais carros em um tempo menor (e com qualidade, o que é fundamental) e torna a empresa mais lucrativa e competitiva.
É por isso que se fala tanto em atualização profissional quando se refere a treinamento. Aquele profissional especialista em determinado assunto, que se acomoda sobre o conhecimento que tem, que rejeita novos métodos, com o argumento de que não vai tentar uma novidade quando já consegue acertar com o método antigo que utiliza (e ao qual já está mais que adaptado)... este é o profissional que emperra o crescimento da empresa. Uma equipe que não se atualiza quanto aos procedimentos mais modernos, que duvida do valor do treinamento, dificilmente se adapta ao cenário competitivo do mercado atual.
Com medo de acertar
Um problema crônico do nosso empresariado no que se refere ao estímulo ao treinamento está dentro da cabeça do próprio dono ou chefe da oficina. Grande parte desses profissionais evita pensar em investimentos na atualização de suas equipes, porque acreditam que, uma vez bem treinados, funileiros e pintores deixarão suas oficinas de origem à procura de melhores oportunidades de emprego.
Nada mais equivocado. Quando o empresário dá oportunidade para que o profissional seja treinado, este se conscientiza de que está sendo valorizado dentro da empresa, coisa que não costuma acontecer com facilidade no mercado. Torna-se, portanto, um motivo a mais para que o profissional se sinta motivado e tenda a prolongar e consolidar seu vínculo com a oficina.
A experiência do CESVI BRASIL na área de consultoria para oficinas comprova que oficinas que investem em treinamento mantêm equipes mais sólidas, eficientes e seguras de seu valor profissional.
Despesa x Investimento
Outro problema que reside na mentalidade do empresário é ver treinamento como despesa, quando na verdade se trata de um investimento, e dos melhores. Já que o profissional treinado vai dar um retorno à empresa na forma de maior qualidade, maior produtividade e, conseqüentemente, lucros mais expressivos, este dinheiro aplicado só pode ser caracterizado como investimento. O profissional treinado e eficiente até consegue melhorar o aproveitamento de equipamentos mais antigos, mas o melhor e mais moderno equipamento não renderá nada à empresa se não houver ninguém capacitado para operá-lo da maneira adequada.
Abrindo as portas do mercado
Para o profissional, o treinamento é também um atrativo a mais em seu currículo, fator que aumenta sua empregabilidade. Hoje em dia, quando há tanta competitividade entre os profissionais, num mercado cada vez mais enxuto, o comprovante de ter participado de um curso de especialização torna-se uma arma da qual não se pode abrir mão.
É a própria evolução das tecnologias disponíveis que aumenta o grau de exigência quanto às habilidades do profissional. O advento dos modernos tipos de solda MIG/MAG, por exemplo, tem feito com que os empresários da reparação dêem preferência, na hora de contratar, a funileiros que sejam treinados para o uso deste equipamento. Da mesma forma, os orçamentistas das seguradoras precisam se atualizar quanto aos métodos de soldagem de veículos, para entender por que determinada oficina consegue realizar o mesmo processo em metade do tempo obtido pela oficina que ainda insiste no uso do maçarico.
Técnicos e comportamentais
Assim como o mercado evolui em técnicas e equipamentos empregados, as opções de cursos de aprimoramento também estão se tornando mais diversificadas e específicas para cada necessidade.
Além dos treinamentos de conteúdo puramente técnico, há os cursos comportamentais, que visam a ressaltar a capacidade de liderança de um gestor ou o espírito de equipe dos profissionais. Este tipo de curso tem tido uma oferta crescente no mercado brasileiro, em função dos excelentes resultados obtidos. Contratantes dos cursos comportamentais apontam conquistas como uma motivação maior das equipes, uma interação mais consolidada e um melhor relacionamento entre líderes e seus colaboradores.
A empresa ainda pode optar entre cursos presenciais ou a distância, quando os profissionais recebem apostilas e todo o material necessário para o aprendizado. Há também os cursos “in-company”, nos quais os instrutores vão até a empresa, de modo que os alunos sejam treinados com seus próprios equipamentos, dentro do ambiente de trabalho em que executarão as atividades no dia-a-dia.
Depois do fim do curso
Vale destacar que o bom treinamento precisa ter uma continuidade, que vai além do término da última aula. É preciso colocar em prática os conceitos absorvidos, transformando de fato a realidade da empresa. As informações transmitidas não podem ser deixadas na sala de aula,ou todo o investimento no curso terá sido em vão.
É importante, por exemplo, criar ferramentas de medição das mudanças proporcionadas pelas atividades de treinamento. Ou seja, que comparem determinada situação antes e depois do curso.
Uma descrição dessas mudanças se torna mais importante que o registro de número de horas treinadas, número de alunos, despesas computadas, etc. Esses dados só comprovam o investimento que foi feito, mas não demonstram os resultados obtidos. Somente as mudanças efetivas (e positivas, claro) vão dizer que tipo de treinamento está dando certo em sua empresa.
Transforme aula em realidade
Em relação ao exposto anteriormente, você pode seguir algumas dicas para otimizar os resultados dos treinamentos realizados com sua equipe:
• Organize atividades de acompanhamento relacionadas ao treinamento dado com o grupo de participantes;
• Converse com o profissional treinado, ajudando-o a identificar oportunidades de aplicação do treinamento;
• Dê o exemplo: se seus subordinados freqüentam aulas que apontam o que é certo ou errado na atitude de um líder, esforce-se para se aproximar da boa imagem que eles terão de seus gestores. Ou o treinamento tende a cair em descrédito;
• Envolva seus subordinados na implantação das sugestões que surgirem da participação deles no treinamento;
• Exija dos participantes uma síntese do treinamento;
• Estimule a multiplicação da informação entre os profissionais que não estiveram no treinamento diretamente;
• Analise, com os participantes, a relação entre objetivos previstos e realizados, possibilidades de implantação imediata e o envolvimento de cada um no processo de mudança;
• Envolva-se na avaliação dos resultados alcançados pelo treinamento.
Sempre é tempo para começar
Hoje em dia, só tem lugar no mercado quem se diferencia, tanto na eficiência demonstrada no serviço realizado quanto no atendimento prestado. Qualidade não é mais ponto de diferenciação; é o mínimo que a empresa precisa apresentar para poder competir. O que começa a atrair os consumidores é o que está além da qualidade: a excelência na realização de cada atividade.

Sem treinamentos de aprimoramento e atualização profissional, sua equipe se comporta como um veículo sem manutenção periódica: começa a apresentar falhas aqui e ali que, no conjunto, prejudicam o desempenho como um todo.
Não perca tempo: já para a sala de aula!
Por Alexandre Carvalho
Fotos Alexandre Xavier

 

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