Aparentemente imperceptíveis, o motorista só se lembra
das palhetas do limpador do pára-brisa quando precisa acioná-las,
aí pode ser tarde demais
Por Antônio
Carlos Bento
Considerada
uma peça muito simples, o jogo de palhetas do pára-brisa
pode colocar em risco a segurança do veículo e, por
conseguinte, do seu ocupante. Imagine-se trafegando por uma estrada
mal sinalizada e numa noite chuvosa. E aí você percebe
que suas palhetas estão velhas e com aquela aparência
de uma secura sem fim, raspando o pára-brisa sem limpá-lo
ou livrá-lo da chuva. Nessa hora, a visibilidade é
próxima de zero!
Infelizmente esse fato é mais corriqueiro do que se imagina.
As palhetas do limpador do pára-brisa estão na vice-liderança
do ranking de problemas detectados pela Inspeção Veicular
Gratuita que a Agenda do Carro promove, na cidade de São
Paul, desde dezembro de 2006. 44% dos 1.247 veículos inspecionados
nesse período, ou seja, 543, apresentaram falhas nessa peça.
Realmente parece que esse componente passa despercebido pelo motorista
que, muitas vezes, até por falta de informação,
deixa de fazer a sua correta manutenção. Que, por
sinal, é bastante simples e de custo muitíssimo acessível.
Atento a esse fato, um fabricante já colocou no mercado um
modelo que através de um sensor dedicado, anuncia o momento
ideal para a troca.
Para manter o bom funcionamento das palhetas, os fabricantes recomendam
que a troca seja feita, ao menos, uma vez por ano. Deixar de fazer
a substituição, além de colocar em risco a
já mencionada segurança do motorista e passageiros,
pode causar danos maiores ao carro. O mais comum é que, com
o passar do tempo, a borracha das palhetas fique ressecada, e dependendo
de seu estado, pode riscar o pára-brisa. Por isso, se as
palhetas deixam riscos nos vidros a serem acionadas, significa que
já passou, e muito, da hora de trocá-las. A borracha
deformada, ao invés de retirar a sujeira, deixa uma névoa
no vidro e se estiver rasgada inviabiliza a limpeza, prejudicando
totalmente a visibilidade do motorista, deixando a impressão
de que o vidro estava mais limpo antes de seu acionamento. Aliás,
neste caso, estava mesmo! O caso das palhetas é semelhante
ao guarda-chuva, o motorista só se lembra delas quando começa
a chover. Quem nunca esqueceu o guarda-chuva no banco, no restaurante
porque parou de chover!
Outro problema que pode ocorrer é a trepidação
quando o limpador é utilizado. Isso acontece porque o mecanismo
apresenta folgas.
Ao instalar um novo jogo de palhetas, é preciso cuidar da
limpeza do vidro antes de se fazer o primeiro acionamento. Para
promover a limpeza do pára-brisa e eliminar as impurezas
ali acumuladas, o ideal é usar uma solução
de água com um pouco de álcool e aplicá-la
com um pano limpo no vidro. Detergentes, querosene e quaisquer tipos
de sabão, NUNCA! Esses produtos danificam a peça,
comprometendo o seu funcionamento e reduzindo sua durabilidade.
Para a limpeza das borrachas, quando for necessário, basta
apenas passar um pano umedecido com água limpa para retirar
possíveis impurezas, sempre com cuidado para não danificar
os braços do limpador durante o processo.
Nada de detergentes também no reservatório do limpador
que deve ser abastecido com uma solução de água
com aditivo apropriado para limpeza que ajuda na diminuição
do atrito entre a borracha e o vidro, melhora a qualidade da limpeza
e não corrói a borracha.
Todas essas dicas são importantes para que você possa
cuidar corretamente das palhetas do limpador do pára-brisa
do seu carro. Esses cuidados vão assegurar maior durabilidade
da peça e que, por sua vez, cumprirá com eficácia
a sua função que é de melhorar a visibilidade
em situações adversas, chegando a ser componente essencial
em casos extremos de chuvas intensas em locais escuros. Agora que
você conhece um pouquinho melhor essa peça, sua importância
e como cuidar dela, lembre-se de amanhã mesmo verificar o
seu funcionamento e estado de conservação. Não
hesite em substituí-la no momento adequado. Afinal, você
merece trafegar em segurança e com a tranqüilidade de
poder ir e vir sem preocupações.