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De acordo com o presidente da Fiesp, a intenção dessa cooperação entre as iniciativas privada e pública é aumentar consideravelmente a quantidade de material reciclado, por meio da conscientização da população e da parceria com empresas, associações e sindicatos do setor de embalagem – produto que representa 40% de todo o lixo gerado. “A idéia é minimizar o impacto do lixo na cidade de São Paulo, além de fomentar renda e emprego”, disse Skaf, durante evento na sede da entidade. Para Gilberto Kassab, este é o tipo de convênio em que todos saem ganhando. “À medida em que a coleta seletiva aumenta cresce também a qualidade de vida na cidade”, disse o prefeito. Em sua opinião, um bom gestor do município de São Paulo é aquele que consegue administrar com competência as áreas de saúde, transportes, educação e lixo. Kassab lembrou que o lixo é um problema na cidade, já que os dois aterros sanitários estão praticamente esgotados. Por isso, ressaltou a importância de iniciativas, como a que foi firmada com a Fiesp, na superação desse obstáculo. Com o protocolo, a Fiesp viabilizará contato direto de empresas com as cooperativas de catadores, evitando a ação de atravessadores, que compram o resíduo por preços muito abaixo do mercado. “Isso aumentará a renda dos catadores, que hoje é de R$ 400 por mês”, afirmou o secretário municipal de Serviços, Antonio Marsiglia Netto. Atualmente, cerca de 20 mil pessoas vivem da coleta seletiva de lixo. A Fiesp terá também como objetivo criar ações para conseguir novos equipamentos, como esteiras e prensas, destinadas às 15 centrais de triagem da prefeitura, além de promover a educação ambiental e de atuar na capacitação dos coletores, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Nesse primeiro momento, de acordo com Skaf, a compra do material reciclado da prefeitura pelas empresas não representará reduções significativas de custo para as companhias. “Mas, a partir do momento que o projeto crescer, isso poderá acontecer”, explicou. Nelson Pereira
dos Reis, diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp,
lembrou que a reciclagem, além de contribuir para a compensação
ambiental, vai de encontro aos interesses da indústria porque
reduz a demanda de água, de energia e de recursos naturais.
“O ganho econômico para cada tonelada de lixo encaminhada
à coleta seletiva é de R$ 712”, inteirou Kassab.
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