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por Luciano Figliolia Tudo começou com o governo Juscelino Kubitschek, no segundo semestre de 1956, por intermédio da criação e do funcionamento do Grupo Executivo da Indústria Automobilística – GEIA, nascido com o propósito de dar asas a um sonho: a fabricação de veículos. Dizer que o começo foi fácil não condiz com a verdade dos fatos. Muitos foram os obstáculos e numerosas as barreiras, mas nada que não pudesse ser suplantado. Tanto que, passados cinqüenta anos desde a implementação daquela medida de estímulo, o Brasil pode brindar a condição de nação altamente desenvolvida na área e um dos mais importantes pólos industriais de autos. De acordo com a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, o país do fusca abriga, hoje, 24 diferentes marcas em produção, montadoras oriundas de diversas partes do planeta e que são bastecidas por mais de quinhentas indústrias de autopeças. Um complexo fabril habilitado a fabricar, anualmente, 3,5 milhões de unidades mas que, por várias razões (baixo poder aquisitivo da população e elevada carga tributária, por exemplo), talvez não conseguirá ir além de 2,5 milhões de unidades em 2006. Apesar de todos os percalços, a política de nacionalização de autos patrocinada pelo GEIA colheu frutos de excelente qualidade. Além do fato de o Brasil ter se transformado de mero importador em grande exportador de veículos temos a comemorar, cinco décadas depois, o fortalecimento do mercado nacional de reposição automotiva, um setor formado por vários ramos – fábrica de peças, distribuição, varejo e serviços - que respondem, em conjunto, pelo pleno atendimento das necessidades da frota circulante nacional. Só no estado de São Paulo o varejo independente de peças é composto por quase quinze mil pontos comerciais, uma estrutura invejável que investe sem medo na modernização de seus passos e no incremento dos negócios. E tudo isso foi feito em apenas algumas décadas. Um complexo fabril habilitado a fabricar, anualmente, 3,5 milhões de unidades mas que não vai conseguir ir além de 2,5 milhões em 2006. Fonte: Sindirepa-SP
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