O gás natural veicular (GNV) é um dos combustíveis
que menos agridem ao homem e ao meio ambiente. Apesar de ser menos
nocivo ao ar e à saúde do que outros combustíveis,
ele ainda possui agentes poluentes. Por isso os controles, como
o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos
Automotores (Proncove), são imprescindíveis para reduzir
estes impactos ambientais. O alerta é feito por Alfredo Castelli,
Diretor de Meio Ambiente da AEA- Associação Brasileira
de Engenharia Automotiva.
O
GNV já é uma realidade em várias cidades do
Brasil e representa uma opção econômica para
a substituição da gasolina como combustível.
Além dos consumidores optarem pela conversão de carros
movidos à gasolina e a álcool para GNV, hoje algumas
montadoras oferecem automóveis originais de fabrica com esta
estrutura.
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O gás natural veicular é uma das melhores opções
de combustíveis alternativos com o menor índice de
poluição do ar. Porém a conversão deve
ser feita corretamente. Caso contrário, o GNV se torna muito
mais nocivo ao meio ambiente que os demais combustíveis,
alerta Marcus Vinicius Aguiar, vice coordenador da Comissão
de Segurança da AEA.
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Por ser um combustível gasoso, o GNV possui um sistema de
abastecimento e alimentação do motor isolado da atmosfera,
reduzindo bastante as perdas por manipulação para
abastecimento e estocagem. Entretanto se a conversão for
feita de maneira errada, à pressão do gás pode
ficar muito superior à considerada normal, causando um vazamento
prejudicial ao ar e á saúde das pessoas, comenta Aguiar
Certificação
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Para tornar os veículos movidos a este combustível
mais seguros, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização
e qualidade Industrial (Inmetro) criou o programa de instalação
do sistema de GNV, que certifica os componentes especiais para a
transformação, como cilindros, redutor de pressão,
tubos, suporte do cilindro e válvulas e também avalia
e credencia as instaladoras de gás natural veicular de todo
o país.
Os
automóveis que cumpriram todos os requisitos aplicáveis
na instalação dos sistemas GNV, levaram o carro a
um organismo de inspeção credenciado pelo Inmetro.
Lá, tiveram a instalação aprovada e posteriormente,
legalizaram junto ao órgão estadual de trânsito,
após fornecimento de um selo, a ser fixado no pára-brisa.
Este selo indica que o carro é seguro. Esta identificação
também é concedida aos veículos com sistemas
de GNV já instalado que passaram pela inspeção
anual obrigatória. Completando os requisitos de segurança,
os automóveis convertidos ou que saíam equipados direto
da montadora, devem atender aos limites de emissões definidos
pelo Proconve por meio do Certificado Ambiental para uso do Gás
Natural (CAGN), emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
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Quando não há o cumprimento da legislação
nas conversões, as emissões são altas e provocam
danos ao meio ambiente. Uma solução para este problema
seria a implantação do Programa de Inspeção
Veicular, comenta Castelli.
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Por ser economicamente mais viável e ter um caráter
ecológico, o GNV é uma opção para substituir
a gasolina e o diesel, em algumas aplicações. È
fundamental conscientização do usuário em manter
o
veículo conforme a lei com suporte das empresas convertedoras
e das montadoras.
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Deve-se criar uma cultura em benefício do meio ambiente,
optando-se sempre pela conversão homologada ou pelo sistema
original.
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Se a conversão for feita nestes moldes e houver uma fiscalização
efetiva, teremos uma redução significativa no índice
de poluição dos centros urbanos no futuro, ressalta
Castelli.
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Fonte: Jornal Motor