Plano
Nacional de Logística de Transportes dever ser divulgado pelo
governo federal em dezembro, ainda a tempo de ser contemplado pelo
Plano Plurianual 2008-2015
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, esteve nesta
segunda-feira (12/06), na Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp), para apresentar a estrutura
do Plano Nacional de Logística de Transportes. De acordo com
o ministro, há 20 anos o País não tem um planejamento
na área.
“Este
não é apenas um estudo que visa identificar os principais
problemas do setor e apontar prioridades. Trata-se de um projeto
de médio e longo prazo, elaborado em conjunto com os setores
da sociedade interessados na melhoria do transporte de carga no
Brasil”, informou.
Na
avaliação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o plano
do Ministério dos Transportes vai atender a uma necessidade
primordial do setor produtivo, pois sem investimentos em infra-estrutura
o País não cresce.
Para
proporcionar mais eficiência e competitividade ao Brasil,
que gasta em média 13% do Produto Interno Bruto (PIB) em
logística enquanto outros países emergentes gastam
8%, é que o ministério resolveu tomar fôlego,
na reta final de seu mandato, e fazer esse estudo.
A
intenção, segundo Passos, é deixar para o próximo
governo um painel dos cenários futuros e dos tipos de ações
que devem ser empreendidas na área. Assim, na elaboração
do projeto, serão ouvidos usuários, transportadores,
governos de estados e municípios, além do setor produtivo.
“Um plano dessa natureza, que prevê as diretrizes do
setor até 2023, exige grau de interlocução
elevada com a sociedade”, afirmou Passos.
De
acordo com o ministro, o estudo irá considerar o custo e
o tempo de aspectos logísticos (estoque, armazenagem, distribuição,
entre outros), assim como a racionalização econômica
e energética da matriz de transporte. O plano também
prevê um inventário completo dos projetos existentes
nos três níveis de governo, um programa de sinergia
entre eles, assim como a elaboração de projetos que
criem novas possibilidades de integração do território
nacional.
“É
importante que se definam os custos e as aptidões de cada
projeto antecipadamente, porque de nada adiantam boas idéias,
sem recursos financeiros e a perspectiva de aprovação
do ponto de vista ambiental”, disse ele.
Aliás,
para que haja um acréscimo de 80% na movimentação
e tonelagem do sistema de transportes brasileiro, como prevê
o plano, Passos ressaltou a necessidade de se ampliar significativamente
os investimentos na área. “Nos últimos anos
houve uma retração dos investimentos públicos
nessa área, esperamos que isso seja revertido”, salientou.
Quanto
aos setores que serão priorizados, o ministro demonstrou
sua vontade de modificar a matriz de carga do País. “O
setor ferroviário, que já apresenta sinais de avanço,
deve continuar crescendo”.
Saturnino
Sérgio da Silva, diretor-titular do Departamento de Infra-estrutura
(Deinfra), e Martus Tavares, vice-presidente executivo da Fiesp,
parabenizaram a iniciativa do Ministério. Ambos concordam
que não há nada melhor do que uma ação
de planejamento, para identificar os problemas e ir direto à
ação.
A
reunião contou com a presença dos deputados Mauro
Lopes e Carlos Leréia, presidentes das comissões de
Transportes e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados,
respectivamente.
Mariana
Ferreira, Agência Indusnet Fiesp
Fotos: Kênia Hernandes